sexta-feira, 31 de julho de 2015

primeira consulta de controlo mensal... e elásticos cor-de-laranja!

Hoje voltei ao consultório do Dr. G. para a primeira consulta de controlo mensal. Embora ainda não tenha passado um mês desde que coloquei o aparelho (já está quase... só faltam três dias!), vêm aí as férias, as dele, diga-se, não as minhas!, portanto foi preciso antecipar! :)

Regressei a casa entusiasmada e com boas notícias! Tal como pressentia, já há pequenas alterações! O lado direito da arcada superior está a evoluir bem, de tal forma que até já foi possível pôr um elástico no incisivo lateral - um dos tais quase acampados atrás dos dentões da frente.

No início do tratamento era quase impossível ver o 'bracket' colado nesse minúsculo dentinho (só conseguir arranjar espaço para colá-lo foi uma tarefa e pêras!) e, agora, já está quase todo à mostra... ora espreitem abaixo! :D

O incisivo lateral direito (aqui, à esquerda) já está a espreitar e até já tem elástico! De realçar que o incisivo frontal do lado esquerdo também já têm elástico a toda a volta (deixou de estar só em redor de três dos pinos do 'bracket' e, assim, a força é superior).

Graças à evolução, o incisivo lateral direito deixou de estar separado e de ter o seu próprio arco improvisado e já está unido, normalmente, ao resto da arcada! O "gémeo" esquerdo, que, acidentalmente, perdeu o 'bracket' logo na primeira semana e me obrigou a voltar ao dentista, está mais atrasado, pelo que se mantém o improviso. Lá chegaremos!

Falando em arcos, também saí do consultório com um arco novo: ainda um dos mais suaves, de titânio, mas capaz de exercer uma pressão um pouco mais forte sobre os dentes. A troca foi simples e rápida, apesar de um bocadinho dolorosa por estar tudo muito sensível. De acordo com o Dr., é preferível começar devagar e manter, para já, um arco de um material mais macio para que a pressão não seja demasiada e para se danifiquem as raízes dos dentes ou o próprio osso.

Além disso, ao que parece, não vale a pena fazer força a mais antes de os caninos começarem a ceder e a "andar" para trás, sob pena de acabar tudo numa posição esquisita devido ao facto de eu ter o céu da boca tão estreito.

# semana 4

Lado direito. Cá está ele outra vez... o elástico no "piqueno" dente!

Lado esquerdo. Por aqui, tudo na mesma!


E, por fim, a arcada superior vista de baixo (não, o meu maxilar não é assim tão torto... é da fotografia, hehehe!) 

Ai, tanto buraquinho...

Por agora, as dores continuam a ser idênticas às habituais: bastante toleráveis. Vamos ver como correm os próximos dias! Já estou avisada para não esperar alterações muito visíveis nos tempos que aí vêm mas estou satisfeita com os progressos... e com os meus novos elásticos cor-de-laranja, pois claro! :)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

20 dias de aparelho

Com um dia de atraso... cá estão, aos 20 dias de aparelho, os retratos da segunda semana!
Sem muitos 'updates' visíveis, mas com MUITAS dores no incisivo central do lado esquerdo (que está a querer atropelar o vizinho, que, entretanto, andou uns quantos quilómetros para trás, a mudança mais significativa que tenho notado!).

Para já... a confusão do costume! :)

# semana 2



Frente.


Lado direito.


Lado esquerdo.

terça-feira, 14 de julho de 2015

caos dentário (em imagens) e o balanço de 12 dias de aparelho

Volta e meia não resisto a olhar-me ao espelho e a "arreganhar" as dentolas na busca de qualquer evolução no pequeno caos que é, neste momento, a minha boca, mas a verdade é que, em 12 dias, não muda nada.

Bem, alguma coisa há-de estar a mudar: afinal de contas, esta dor irritante nos dentes da frente que não me deixa morder (experimentei, na quinta-feira, uma trinca num croissant com queijo durante o Alive porque, convenhamos, em festivais de Verão as hipóteses são muito poucas, e doeu comó raio correu pessimamente) deve ser bom sinal. Os caninos estão tão sensíveis que mal os aguento e mastigar com os dentes de trás tem sido a minha salvação.

Mas, para ser honesta, nestas quase duas semanas, outras tantas coisas mudaram. Desde os primeiros dois dias, em que o que mais queria era arrancar da boca toda esta parafernália metálica e em que muitas vezes me perguntei por que diabo decidi fazer uma coisa destas a mim própria, houve, decididamente, progressos.

Excepção feita a uma partida pregada por um 'bracket' que quis descolar-se logo ao segundo dia só para me dar cabo dos nervos já de si instáveis e para me obrigar a voltar ao consultório, o balanço inicial é positivo.

Porque a fominha é muita, as minhas refeições deixaram, rapidamente, de se basear em pouco mais do que puré de batata, ovos mexidos, Cerelac, iogurtes e gelatina e até já comi batatas fritas de pacote (que nenhum dentista me ouça), pizza!, arroz (é claro que acabei o almoço com um quilo preso nos 'brackets', mas valeu a pena) e, esta manhã, a minha AMADA torrada ao pequeno-almoço!

Além das naturais dificuldades em comer, a maior chatice têm sido os cortes nas gengivas. O arco do aparelho decidiu "tatuar-se" no lado esquerdo do interior da minha bochecha, que está agora decorada com um golpe de uma ponta a outra, mas, graças aos meus dois novos melhores amigos - a cera ortodôntica para proteger e o Elugel para cicatrizar - tudo se tem composto!

Enquanto espero, impacientemente, até ser capaz de ver as minúsculas alterações que vou sentindo, partilho (que vergonha!) as fotografias desta primeira semana, que retratam, claro, a confusão total dos meus dentes e TUDO o que ainda é preciso corrigir... e que a seu tempo será corrigido! :)


# semana 1



O meu actual sorriso visto de frente. Os incisivos laterais são super pequeninos e um deles, o esquerdo, está quase totalmente escondido atrás dos dentes da frente.

O lado direito, que mostra claramente a sobremordida (os dois incisivos centrais projectados para a frente e "adiantados" em relação à arcada inferior), além dos buracos horríveis que ficaram depois das extracções dos dois pré-molares, superior e inferior, e do molar superior e que eu quero taaaanto ver fechadinhos!


O lado esquerdo, onde sobressaem as outras duas crateras os outros dois buracos que resultaram das extracções dos pré-molares.

E, por fim, a desgraça das arcadas superior e inferior (esta última, por enquanto, ainda sem aparelho) vistas de baixo e de cima, respectivamente. Ignoremos, por favor, as cáriezinhas que ainda estão por limpar e o molar lá atrás que parti com um maldito pedaço de pão e cuja restauração está a meio.
Já para não falar nas autoestradas que ficaram depois da extracção dos sisos inferiores...




domingo, 12 de julho de 2015

o início...

Foi só em 2012, quando ganhei coragem para voltar a sentar-me numa cadeira de dentista, que deixei de culpar a chucha, essa amiga-vilã que larguei tarde e a más horas, pela confusão do meu sorriso. Afinal, garantiu-me o Dr. G., não havia culpas a apontar: só uma boca pequenina demais para tantos dentes, o que resultaria sempre em apinhamento, ou seja, em dentes tortos.

Durante vários anos fugi do consultório dentário, não por recear a colocação do aparelho ortodôntico (pelo qual, diga-se de passagem, tanto ansiava!), mas por um medo terrível de tudo o que, iria antecedê-lo: anestesias, extracções, reparações, entre outras maravilhas odontológicas.

Sabia que não tinha como escapar às "arrancadelas", o que só por si me fazia tremer, e fui adiando o inevitável, embalada, em parte, pela postura do meu anterior dentista, muitas vezes mais medroso do que eu e, desde sempre, pouco apreciador da arte de tirar dentes.

Quando, pouco a pouco, os meus quatro sisos decidiram juntar-se à festa e fazer-se à vida (sem, obviamente, terem espaço para tal) e eu acabei a chorar de dor, não tive escolha: entre analgésicos e bochechos com água morna e sal que em nada me aliviavam, percebi, por fim, que não havia mais por onde fugir.

Mudei de médico, fiz radiografias, tratei e reparei cáries e, superando medos consulta após consulta, arranquei oito dentes. Os sisos inferiores, ambos inclusos e um deles a nascer na horizontal, proeza que me destruiu um segundo molar ao qual também tive de dizer adeus, foram os primeiros a "saltar" (e, digo-vos, este verbo é bastante adequado ao que, de facto, se passou... hehehe).


Cinco dos oito dentes que arranquei ( escusado será dizer que os restantes não sobreviveram à violência...! :D )

Às dentolas do juízo seguiu-se um primeiro molar, impossível de salvar porque demorei demasiado a convencer-me a tratá-lo e, finalmente, os quatro pré-molares. Embora saudáveis, estes dentinhos foram, como é habitual nos tratamentos ortodônticos, os "sacrificados" para abrir o espaço necessário nas arcadas superior e inferior, uma tarefa que, na idade adulta, é ainda mais complicada.

As extracções terminaram em Maio de 2015, cerca de três anos depois do meu temido regresso ao dentista, e, ultrapassados alguns atrasos provocados por duas alveolites e outras tantas embalagens de antibiótico, o grande dia chegou: voltei ao consultório para a colocação do aparelho fixo superior.



Saí com um (grande) sorriso metálico decorado com elásticos cor-de-rosa.

A aventura começou.