domingo, 12 de julho de 2015

o início...

Foi só em 2012, quando ganhei coragem para voltar a sentar-me numa cadeira de dentista, que deixei de culpar a chucha, essa amiga-vilã que larguei tarde e a más horas, pela confusão do meu sorriso. Afinal, garantiu-me o Dr. G., não havia culpas a apontar: só uma boca pequenina demais para tantos dentes, o que resultaria sempre em apinhamento, ou seja, em dentes tortos.

Durante vários anos fugi do consultório dentário, não por recear a colocação do aparelho ortodôntico (pelo qual, diga-se de passagem, tanto ansiava!), mas por um medo terrível de tudo o que, iria antecedê-lo: anestesias, extracções, reparações, entre outras maravilhas odontológicas.

Sabia que não tinha como escapar às "arrancadelas", o que só por si me fazia tremer, e fui adiando o inevitável, embalada, em parte, pela postura do meu anterior dentista, muitas vezes mais medroso do que eu e, desde sempre, pouco apreciador da arte de tirar dentes.

Quando, pouco a pouco, os meus quatro sisos decidiram juntar-se à festa e fazer-se à vida (sem, obviamente, terem espaço para tal) e eu acabei a chorar de dor, não tive escolha: entre analgésicos e bochechos com água morna e sal que em nada me aliviavam, percebi, por fim, que não havia mais por onde fugir.

Mudei de médico, fiz radiografias, tratei e reparei cáries e, superando medos consulta após consulta, arranquei oito dentes. Os sisos inferiores, ambos inclusos e um deles a nascer na horizontal, proeza que me destruiu um segundo molar ao qual também tive de dizer adeus, foram os primeiros a "saltar" (e, digo-vos, este verbo é bastante adequado ao que, de facto, se passou... hehehe).


Cinco dos oito dentes que arranquei ( escusado será dizer que os restantes não sobreviveram à violência...! :D )

Às dentolas do juízo seguiu-se um primeiro molar, impossível de salvar porque demorei demasiado a convencer-me a tratá-lo e, finalmente, os quatro pré-molares. Embora saudáveis, estes dentinhos foram, como é habitual nos tratamentos ortodônticos, os "sacrificados" para abrir o espaço necessário nas arcadas superior e inferior, uma tarefa que, na idade adulta, é ainda mais complicada.

As extracções terminaram em Maio de 2015, cerca de três anos depois do meu temido regresso ao dentista, e, ultrapassados alguns atrasos provocados por duas alveolites e outras tantas embalagens de antibiótico, o grande dia chegou: voltei ao consultório para a colocação do aparelho fixo superior.



Saí com um (grande) sorriso metálico decorado com elásticos cor-de-rosa.

A aventura começou.

2 comentários:

  1. Entao vamos la a Aventura princesa
    Eu nunca me sentei nessas cadeiras tenho um medo que me pelo, por tudo o que tenha a ver com medicos sou de facto uma maricas
    Adoro a forma como escreves, =D Sempre adorei
    Beijokas

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  2. Olá coloquei o meu a duas semanas, também fico quase o tempo todo me olhando no espelho,procurando ver se houve alguma evolução kkkkkkkkk. Também tenho dentes muito tortos e que está virado. Me encontro super ansiosa para ver os resultados. Também estou sentindo muito sensibilidade nos dentes da frente.

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